sábado, 16 de outubro de 2010

Guia da adoção: amor deve ser o maior motivador dos futuros pais

Veja o que psicólogos indicam aos pais quando há o desejo de adotar uma criança

Adoção não é caridade, ferramenta para superar o luto por um filho perdido, tampouco solução para manter um casamento. Adoção é entrega e amor a um filho gerado por outra pessoa. Por isso, requer a mesma dedicação para criar, ensinar, acalentar e acompanhar a criança, tal qual aquela nascida de uma gestão tradicional — porém com a particularidade de que a espera pode ultrapassar quatro anos.
— É preciso saber se (o pretendente à adoção) poderá abrir mão do seu tempo, terá
disponibilidade e poderá se dedicar ao filho como ele precisa. Todo filho precisa ser
desejado, independente de ser biológico ou adotado – afirma a psicóloga Andrea Filippini Dal Conte, da organização não governamental (ONG) Instituto Filhos.
Pais adotivos não estão isentos de ter medos e inseguranças. Especialistas enumeram alguns desses temores: receio de que a criança queira conhecer suas origens, dúvida entre contar-lhe ou não sobre a adoção e as dificuldades vividas por crianças maiores estão entre os principais.
— Alguns comentam sobre o mito do “sangue ruim”, têm medo de que a criança herde traços negativos de caráter. Isso são fantasmas, temores que não correspondem à realidade — explica a psicóloga Paula Chiapinotto Triches, também do Instituto Filhos. — É fundamental que a criança se sinta acolhida e amada. Mas não pode ficar sempre sob a imagem de coitadinha. Ela terá aspectos dolorosos na sua história, mas a vida não poderá ficar pautada pela vitimização. É essencial impor limites — completa.
As psicólogas concordam que manter a naturalidade é essencial. Elas explicam, por exemplo, que preparar os filhos de sangue para receber um adotado implica o mesmo esforço empregado quando o irmão esperado é biológico.
— Quando se decide adotar, começa-se a explicar que virá um irmãozinho. A gestação da adoção não é a lógica, que dura nove meses, mas vai ocorrer como se fosse a espera por um filho biológico. Tem que dizer que virá um irmão adotado, mas não se
sabe quanto tempo vai demorar – afirma Andrea.
Quem pode adotar?Homens e mulheres maiores de 18 anos, e que tenham no mínimo 16 a mais que a
criança. Podem ser casados, solteiros, divorciados, hetero ou homossexuais.
REPORTAGEM DO JORNAL ZERO HORA

sábado, 4 de setembro de 2010

Qual será o motivo para uma mãe entregar seu filho?

Qual será o motivo que leva uma mãe a entregar seu filho à adoção? Talvez essa pergunta nunca tenha sido feita por muitas pessoas de nossa sociedade, mas que certamente mostrar-lhes-iam muitas respostas e poderia acabar com os diversos preconceitos referidos a estas mães.
Como situar em relação a critica feroz aquelas jovens solteiras pressionadas pela família, abandonadas pelo parceiro, sem emprego e às vezes sem lugar para morar? E como situar também aquela mulher que já cria sozinha algumas crianças e que não recebe auxilio de qualquer espécie, seja moral, afetivo ou econômico?
O que dizer daquela que foi abandonada em função da gravidez e que não tem qualquer assistência que ajude a superar seus próprios dramas e traumas para que possa estabelecer um contato, uma vinculação positiva com aquela criança que ela considerava responsável pela sua desgraça?
Podemos declarar com tranquilidade sobre a mulher que nem sequer pôde ver o bebê que entregou; que tem pesadelos recorrentes com seu bebê sem rosto; que se desespera por não ter como elaborar seu luto; que ela desprezou, repudiou seu filho?


"Ao pensarmos no tema adoção é quase automático dirigirmos o enfoque para quem recebe a criança, mas como será o caminho de quem doa? Aquele no qual uma vida começa a ser gerada, mantém laços de sangue e, apesar de toda carga física e emocional envolvida, surge simultâneo à promessa de separação? Julgamentos apressados tendem a condenar a mãe disposta a entregar seu bebê antes mesmo de vê-lo, sem lhe dar a chance de acolhimento. Reconheço que, no grupo, podem haver casos de desapego, frieza e até repulsa. Porém, minha tendência é de enaltecer as mulheres que, tendo testemunhado em seu ventre a centelha da vida, do amor, abdicam dessa companhia na promessa de um futuro melhor ao filho. Doam córneas em vida, assumindo uma cegueira voluntária. Doam o coração que batia em sintonia com o seu durante meses. Doam sonhos." (Rubem Penz, 2010, p.23)


Pesquisas neste sentido ainda esperam por concretização e tem o importante papel de auxiliar na elaboração de programas de prevenção por meio da ação profilática, no desenrolar do difícil processo em que se encontre inserida a mãe que entrega sem filho em adoção. Mais um preconceito que deve ser banido em um país que se diz globalizado e diversificado!

O que me levou fazer um blog sobre adoção?

Estou no 3º ano do ensino médio e na minha escola possui um trabalho chamado Seminário Interdisciplinar, ele é como o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso, feito no final do curso universitário). Pois é, então formamos um grupo de cinco pessoas e um dos grandes problemas foi escolher o tema. Queríamos algo que todos gostassem e que fosse importante e talvez polêmico. Eu queria fazer o trabalho sobre Leituras, a Morgana queria Crenças, o Henrique sobre Cubo Mágico, a Vanessa queria sobre Adoção e a Jéssica não queria nada. Fizemos uma votação e ganhou o tema Adoção. Nossa, conforme fui pesquisando, assistindo matérias, lendo livros sobre este tema, fui me apaixonando de uma forma inexplicável. Descobrimos coisas que jamais imaginávamos e percebemos também que existem coisas que nem fazem sentido para gente quando não as conhecemos... Tivemos que fazer primeiro um projeto do trabalho (que vou postar depois) dentro disso desenvolver um problema de pesquisa, o objetivo geral do trabalho, etc. Após começamos a formular os tão pavorosos questionários (para mim, uma das piores partes), onde as respostas obtidas nele responderiam a pergunta do nosso problema já citado anteriormente. Aplicamos os questionários em lugares que lidam com a Adoção aqui em nossa cidade Cachoeira do Sul pois nosso objeto é "analisar a visão dos profissoais ligados a adoção em relação à mãe biológica que doa seu filho." Portanto nosso público alvo foram os profissionais, tais como: Psicologos, advogados, assistentes sociais, oficiais de justiça, enfermeiros, monitores do abrigo, servidores públicos, conselheiros tutelares, etc.. Enfim, agora resta finalizar o trabalho escrito e estudar para a apresentação, que acontecerá nos dias 05,06 e 07 de outubro de 2010, na escola Borges de Medeiros.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O que é adoção?

Adoção no Direito Civil, é o ato jurídico no qual um indivíduo é permanentemente assumido como filho por uma pessoa ou por um casal que não são os pais biológicos do adotado. Quando isto acontece, as responsabilidades e os direitos (como o pátrio poder) dos pais biológicos em relação ao adotado são transferidos integral ou parcialmente para os adotantes.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

NOVA LEI

A nova lei estabelece que o pode publico deve da assistência mesmo as gestantes ou mães  que queiam entregar seus filhos para a adoção. A mãe que tem interesse em coloca seu filho para doação deve ser encaminhada ao juizado da infância sob pena de multa aos médicos e infermeiros.